O que não fazer na terapia: comportamentos que podem dificultar o processo
Quando falamos sobre terapia, é comum pensar apenas no que ajuda: falar, refletir, se abrir, criar consciência. Mas existe um outro lado igualmente importante — comportamentos que, mesmo sem intenção, podem dificultar o processo terapêutico.
Esse texto não é um manual de regras, nem uma lista de “erros imperdoáveis”. Pelo contrário: ele é um convite à consciência. Muitas dessas atitudes são comuns, humanas e compreensíveis — e podem ser trabalhadas dentro da própria terapia.
Neste texto, você vai entender:
- por que algumas atitudes atrapalham o processo terapêutico
- comportamentos comuns que dificultam o avanço
- o que fazer quando perceber esses padrões
- como conversar sobre isso em terapia
- como a escutaaqui ajuda a construir um processo mais fluido
Primeiro: terapia não é uma prova
Antes de qualquer lista, é importante deixar isso claro:
a terapia não é um espaço de avaliação de desempenho.
Não existe “fazer certo” ou “fazer errado”. O que existe são atitudes que aproximam ou afastam você dos objetivos do processo.
1. Esperar soluções rápidas ou respostas prontas
Um dos comportamentos que mais geram frustração é entrar na terapia esperando:
- conselhos diretos
- respostas prontas
- soluções imediatas
- alguém dizendo exatamente o que fazer
A terapia não funciona como um manual de instruções. Ela ajuda você a construir respostas próprias, com mais consciência e autonomia.
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Quanto tempo dura a terapia?
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2. Evitar temas difíceis ou desconfortáveis
É natural evitar assuntos que geram dor, vergonha ou medo. Mas fugir constantemente desses temas pode travar o processo.
Alguns sinais de evitação são:
- mudar de assunto quando algo toca fundo
- minimizar sentimentos
- dizer que “já superou” algo que ainda dói
- faltar às sessões quando temas difíceis surgem
O desconforto, quando sustentado com segurança, costuma ser um sinal de que algo importante está sendo trabalhado.
3. Tentar agradar o psicólogo
Muitas pessoas entram em um modo automático de agradar:
- dizendo o que acham que o psicólogo espera ouvir
- omitindo sentimentos considerados “feios”
- tentando parecer bem resolvidas
- evitando discordar
Isso enfraquece o processo. A terapia precisa de autenticidade, não de performance.
👉
O que falar na terapia?
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4. Usar a terapia apenas para desabafar
Desabafar é importante — especialmente no início. Mas quando a terapia se torna apenas um espaço de descarga emocional, sem reflexão, o processo pode ficar estagnado.
A terapia vai além do desabafo. Ela busca:
- compreender padrões
- ligar emoções a pensamentos e comportamentos
- construir novos recursos
- ampliar consciência
Desabafar é um começo, não um fim.
5. Faltar com frequência ou interromper sem conversar
A constância é um dos fatores mais importantes da terapia.
Faltar repetidamente, cancelar sessões sem diálogo ou simplesmente abandonar o processo sem conversar sobre isso pode:
- interromper avanços importantes
- reforçar padrões de evitação
- gerar frustração
- dificultar a construção do vínculo
👉
Diferenças entre terapia online e presencial
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A terapia online, inclusive, ajuda a reduzir faltas por facilitar a rotina.
6. Esperar que o psicólogo faça todo o trabalho
A terapia é uma construção conjunta.
Quando a pessoa espera que o psicólogo:
- conduza tudo
- traga sempre os temas
- faça as conexões sozinho
- resolva os problemas
o processo tende a ficar passivo.
Você não precisa “saber fazer terapia”, mas sua participação ativa faz diferença.
7. Desistir muito cedo
Muitas pessoas interrompem a terapia quando:
- começam a tocar em temas sensíveis
- percebem emoções mais intensas
- sentem desconforto
- não veem mudanças imediatas
Esse momento, paradoxalmente, costuma ser quando o processo está começando a aprofundar.
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Terapia online funciona para quem nunca fez terapia?
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8. Não falar sobre o próprio processo terapêutico
Muitas pessoas sentem algo não está funcionando, mas não falam sobre isso.
É importante conversar quando:
- algo incomoda
- você não se sente compreendido(a)
- o ritmo parece inadequado
- há dúvidas sobre o processo
Falar sobre a própria terapia também é terapia.
9. Comparar seu processo com o de outras pessoas
Cada processo terapêutico é único.
Comparações como:
- “Fulano melhorou mais rápido”
- “Ciclano resolveu isso em poucas sessões”
tendem a gerar ansiedade e frustração.
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Terapia online funciona mesmo?
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O tempo e o caminho são individuais.
10. Achar que sentir desconforto significa que a terapia não está funcionando
A terapia não é sempre confortável.
Em alguns momentos, ela envolve:
- contato com emoções difíceis
- revisão de padrões antigos
- questionamento de crenças
- desconstruções internas
Isso não significa que algo está errado — muitas vezes, significa que algo importante está sendo trabalhado.
E se eu perceber que faço algumas dessas coisas?
Isso não é um problema.
É, na verdade, um excelente material terapêutico.
O mais importante é:
- perceber
- nomear
- conversar sobre isso em sessão
A terapia é justamente o espaço para trabalhar esses padrões — não para puni-los.
Como a escutaaqui ajuda a reduzir essas dificuldades
A escutaaqui foi pensada para facilitar o processo terapêutico desde o início.
Ela oferece:
- acolhimento inicial
- psicólogos qualificados
- orientação clara sobre o processo
- atendimento online que reduz barreiras
- flexibilidade de horários
- ambiente seguro e humano
E um diferencial importante:
A cada sessão paga, uma sessão é doada para alguém em situação de vulnerabilidade.
Ou seja, cuidar de si também gera impacto social.
A terapia não exige perfeição — exige presença
Você não precisa fazer tudo “certo” para a terapia funcionar.
Você só precisa estar disposto(a) a olhar para si com honestidade e curiosidade.
Se você sente que precisa de apoio para atravessar esse processo com mais segurança, a equipe de acolhimento da escutaaqui está pronta para te orientar:
Errar faz parte —
e, na terapia, até os “erros” ensinam.
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