Tudo que você precisa saber sobre o autismo

O autismo, é um transtorno do neurodesenvolvimento que se caracteriza por déficits na interação e comunicação social,  impactando a forma como uma pessoa se comunica e se relaciona com os outros e padrões restritos e repetitivos de comportamento. Ele também pode afetar o modo como uma pessoa processa as informações sensoriais, como ouvir, ver e tocar.


O autismo é um espectro, que é conhecido atualmente como Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que significa que há uma variedade de sintomas e níveis de prejuízos dentro desse espectro. Algumas pessoas com autismo têm dificuldades moderadas para se comunicar e interagir socialmente, enquanto outras têm sintomas mais severos e precisam de mais apoio para se comunicar ou realizar atividades diárias.


Qual a diferença entre TEA e autismo


O autismo se estende ao longo de um espectro. Já existiram diferentes nomenclaturas para o que hoje é conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA). Dentro do espectro autista as características centrais se manifestam de formas diversas e possuem variação na severidade dos sintomas.


Em resumo, o TEA engloba hoje em um espectro o que no passado se chamou de Transtorno Autista e Síndrome de Asperger, e o nome autista é uma forma de se referir a quem está dentro desse espectro.


Como diagnosticar autismo 


Para saber se você é autista, o primeiro passo é procurar um profissional de saúde mental qualificado, como um psiquiatra ou psicólogo. Eles irão realizar uma avaliação completa, incluindo entrevistas, observações do comportamento, e a aplicação de testes e escalas, se for necessário, uma vez que o diagnóstico é clínico.


Eles também podem solicitar entrevistas com outras pessoas do convívio e entrevistas com profissionais de saúde que façam o acompanhamento do indivíduo para o fornecimento de informações adicionais.

Em geral, o processo de diagnóstico do autismo pode ser um pouco demorado e requer a colaboração de vários profissionais.


É importante lembrar que o autismo está dentro de um espectro, o que significa que os sintomas podem variar amplamente de pessoa para pessoa. Portanto, é importante trabalhar com um profissional qualificado que possa fornecer um diagnóstico preciso e um plano de tratamento individualizado.


Como saber se tenho autismo


Para saber se você tem autismo, é importante procurar um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra, que pode realizar uma avaliação e determinar se você apresenta os sintomas do transtorno do espectro autista (TEA).


Alguns sintomas comuns de autismo incluem dificuldades de comunicação e interação social, comportamentos repetitivos, estereotipias, e interesses restritos.


É importante lembrar que cada pessoa com autismo é única e os sintomas podem variar em intensidade e severidade.


Principais características do TEA em adultos


  • Dificuldade na comunicação verbal ou não verbal.
  • Desconforto ou ausência do contato visual.
  • Dificuldade em reconhecer expressões faciais, e por isso ter dificuldade em perceber se o outro está sentindo algo.
  • Dificuldade em compreender as emoções e dizer o que está sentindo.
  • Dificuldade em iniciar e manter uma conversa.
  • Dificuldade em desenvolver e manter relações.
  • Pouco interesse por pares.
  • Dificuldade em falar ao telefone.
  • Cansaço extremo após interações sociais.
  • Dificuldade em entender que as pessoas possuem pensamentos e sentimentos que são distintos dos seus próprios.
  • Ausência de filtro social.
  • Ensaiar mentalmente diálogos para se preparar para uma socialização.
  • Interesses restritos em alguns temas tendendo a gostar de falar mais sobre determinado assunto, podendo ter dificuldades em saber se os pares estão interessados ou não naquela conversa. Os interesses podem ser incomuns ou não.
  • Hiperfoco: Pensar, pesquisar e falar muito sobre temas de seu interesse, podendo passar horas concentrado em uma mesma atividade e  até se esquecer de comer ou perceber que as horas passaram.
  • Dificuldade em entender ironias, piadas e sarcasmo.
  • Pode ser ingênuo e não perceber que está sendo passado para trás, e pode não entender a malícia por trás da fala e comportamento de outras pessoas.
  • Literalidade.
  • Pode não gostar de abraço.
  • Pode sentir dor ao receber carinho.
  • Ausência de expressões faciais.
  • Apego à rotina e muita dificuldade em flexibilizá-la.
  • Dificuldades com mudanças, o que gera bastante sofrimento.
  • Dificuldades em lidar com imprevistos.
  • Dificuldades em ir a locais que nunca foi.
  • Dificuldade em trocar de tarefas ou dificuldade de voltar para a mesma tarefa caso seja interrompido.
  • Dificuldades sensoriais como por exemplo: tolerar certos sons, cheiros e texturas. 
  • Busca por experiências sensoriais como por exemplo morder objetos ou tocar em objetos de texturas específicas.
  • Sobrecarga após experiências sensoriais.
  • Seletividade alimentar podendo recusar alimentos devido a texturas, cor, cheiro e gosto ou gostar de comer sempre a mesma comida.
  • Insistência nas mesmas coisas como: gostar de comer sempre a mesma comida, ouvir a mesma música e ver o mesmo filme repetidamente.
  • Necessidade de passar sempre pelo mesmo caminho.
  • Comportamentos repetitivos que podem ser motores ou de fala como: agitar as mãos, esfregar os dedos, balançar as pernas, girar objetos, movimento pendular do corpo, alinhar e catalogar objetos, repetir palavras que foram ditas por alguém, fala roteirizada e repetir falas de filmes em qualquer lugar ou momento.


Por ser um transtorno do neurodesenvolvimento, os sintomas precisam estar presentes desde a infância, podendo na vida adulta não serem totalmente manifestos, sendo então mascarados por estratégias aprendidas ao longo do tempo, o que acaba dificultando o diagnóstico tardio, porém continuam causando prejuízos significativos na vida do indivíduo.


Lembrando que para ter um diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, se faz necessário ter déficits persistentes na comunicação social e na interação social em vários contextos, e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. 


Entenda os diferentes níveis de suporte no transtorno do espectro autista 


O autismo é uma condição do espectro autista (TEA), o que significa que existem diferentes níveis de suporte dentro do espectro.


Algumas pessoas com autismo têm dificuldades significativas em várias áreas da vida, enquanto outras podem experienciar menor severidade dos sintomas, o que não significa que elas não tenham prejuízos em seu cotidiano, pois o prejuízo existe e é ele que vai determinar o nível de suporte que o autista vai precisar.


Existem três níveis de suporte no autismo, que são:


  1. Nível 01 de suporte (Necessita de suporte) : As pessoas com autismo nível 01 de suporte, possuem dificuldades em iniciar interações sociais; interesse reduzido por interações sociais e dificuldade na conversação e em fazer amigos. O comportamento interfere de forma significativa, assim como a dificuldade para trocar de atividades e problemas com organização e planejamentos. Sem o suporte os prejuízos são notáveis.
  2. Nível 02 de suporte (Necessita de suporte substancial): As pessoas com autismo nível 02 de suporte, possuem déficits na comunicação verbal e não verbal e os prejuízos são aparentes mesmo com o suporte. Possuem limitação na iniciação de interações sociais e respostas atípicas ou reduzidas a aberturas sociais. As dificuldades comportamentais são notáveis e interferem no funcionamento em variados contextos.
  3. Nível 03 de suporte (Necessita de suporte muito substancial): As pessoas com autismo  nível 03 de suporte possuem interações sociais limitadas e uma resposta mínima a aberturas sociais. O comportamento interfere de forma acentuada em todas as esferas.

É importante lembrar que cada pessoa com autismo é única e pode ter uma combinação única de sintomas e níveis de gravidade. O tratamento e o apoio podem variar amplamente dependendo da necessidade de cada indivíduo.

O que pode ser confundido com autismo


Algumas condições que podem ser confundidas com autismo são:


  1. Transtorno de ansiedade social: é uma condição em que as pessoas têm medo e ansiedade em situações sociais em que possa se sentir constrangido, humilhado ou julgado, o que pode ser confundido com dificuldades de interação social presentes no autismo.
  2. Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH): é uma condição que se caracteriza por dificuldade em manter a atenção, impulsividade e hiperatividade, que podem ser confundidas com comportamentos típicos do autismo.
  3. Síndrome de Rett: é uma condição em que há uma ruptura da interação social. Pacientes com síndrome de Rett possuem o desenvolvimento típico de sua faixa etária  e a partir de 1 a 2 anos de idade começam a perder essas capacidades. 
  4. Esquizofrenia: é uma condição em que, no seu início ocorrem prejuízo social e interesses atípicos o que podem ser confundidos com os déficits sociais encontrados no TEA. A esquizofrenia também é marcada por alucinações e delírios, o que não são características do TEA. Lembrando que o TEA é um transtorno com início na infância e a esquizofrenia é um transtorno que pode aparecer tanto na infância como ao longo da vida do indivíduo.

Como identificar autismo em crianças


Existem alguns sinais e sintomas comuns que podem indicar autismo em crianças, incluindo:


  1. Dificuldade em se comunicar e interagir socialmente: as crianças autistas podem ter dificuldade em fazer contato visual, dificuldades na comunicação verbal e não verbal e para fazer e reconhecer expressões faciais. Possuem pouco ou nenhum interesse por interação com pares, e podem também não responder ao seu nome ou seguir instruções. Elas podem apresentar desinteresse em brincar com outras crianças, dificuldades em brincar de faz de conta e demonstrar emoções.
  2. Repetição de comportamentos ou rotinas: crianças autistas podem ter comportamentos repetitivos, como balançar o corpo em movimentos pendulares, chacoalhar as mãos, enfileirar objetos ou apresentar um brincar diferente das crianças típicas como por exemplo girar a roda de um carrinho repetidas vezes. Elas também podem sentir necessidade de manter rotinas ou rituais e podem ter alterações emocionais exacerbadas quando houver alguma mudança na rotina ou quebra de rituais.
  3. Hiperfocos: crianças autistas podem apresentar interesses específicos, que podem também ser interesses incomuns para a sua idade. Podem colecionar objetos, pensar muito sobre e acumular conhecimento relacionado a esse interesse. Exemplo: Saber muitas informações sobre tartarugas, falar só sobre tartarugas e colecionar fotos e miniaturas de tartarugas.
  4. Ecolalia: crianças autistas podem repetir frases, sons e palavras imediatamente ao ouvirem, ou até mesmo horas depois. Podem repetir frases de filmes em uma conversa e as frases podem ou não fazer sentido com o contexto de uma conversa.
  5. Hiperreatividade sensorial (sensibilidade sensorial): crianças autistas podem ter sensibilidade aos estímulos sensoriais, como barulhos, cheiros, luzes e toques. Isso pode levar a comportamentos de evitação ou reações comportamentais a esses estímulos, podendo querer comer alimentos só de uma determinada cor, não conseguir usar roupas com etiquetas ou tapar os ouvidos como reação a determinados sons.
  6. Hiporreatividade sensorial: por ter uma menor reação aos estímulos sensoriais  a criança autista pode buscar por experiências sensoriais, como tocar em tudo que vê a sua volta, levar à boca tudo o que pega, lamber superfícies ou morder objetos.
  7. Déficits de linguagem: crianças autistas podem ter atraso na fala e dificuldade no desenvolvimento da linguagem.
  8. Seletividade alimentar: crianças autistas podem gostar de comer sempre as mesmas comidas todos os dias, ou apresentarem dificuldades para se alimentar devido às texturas, cheiros e cores dos alimentos.
  9. Comportamento agressivo consigo ou com outras pessoas: crianças autistas geralmente apresentam esses comportamentos devido a quebras na sua rotina e rituais, mudanças, frustrações ou sobrecargas sensoriais.
  10. Não apontar: a criança autista pode não apontar quando quer comunicar algum desejo, e acaba utilizando a mão de terceiros para apontar.
  11. Andar na ponta dos pés.


Se você suspeita que seu filho pode ter autismo, é importante consultar um profissional de saúde mental ou um especialista em autismo para avaliação e tratamento adequados. 


Lembrando que para ter um diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, se faz necessário ter déficits persistentes na comunicação social e na interação social em vários contextos, e padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses ou atividades. 


Autismo tem causa? 


A causa exata do autismo ainda não é conhecida, mas pesquisas sugerem que pode ser devido a uma combinação de fatores genéticos e ambientais. O tratamento do autismo geralmente inclui terapias comportamentais, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoterapia bem como se necessário o uso de medicamentos para tratar outras condições médicas que podem ser associadas ao TEA como hiperatividade, depressão, ansiedade e irritabilidade, lembrando que atualmente não existem medicamentos para o tratamento dos principais sintomas do TEA.


É importante lembrar que as pessoas com autismo são indivíduos únicos e podem ter um conjunto diferente de sintomas e níveis de gravidade. É importante oferecer apoio e compreensão, bem como tratamento adequado, para que desenvolvam suas potencialidades e tenham mais recursos para lidar com os prejuízos.


Existe tratamento para o autismo?


Sim, existem diversas intervenções disponíveis para o autismo. Alguns exemplos incluem:


  1. Terapias comportamentais: são tratamentos que visam ajudar as pessoas autistas no desenvolvimento de suas habilidades sociais, comunicativas e de aprendizado, bem como trabalhar aspectos do comportamento e cognição. Exemplos incluem terapia cognitivo-comportamental, terapia comportamental e no caso de crianças a terapia ABA (Análise do Comportamento Aplicada).
  2. Terapia ocupacional: tratamento que visa reduzir as aversões sensoriais. Autistas  podem ter problemas com a tolerância a estímulos sensoriais como o toque,o cheiro, o som ou a luz. 
  3. Fisioterapia: tratamento que visa a melhoria das atividades motoras. Autistas podem ter dificuldades na coordenação motora fina e podem não ser muito coordenadas e vistas como desastradas e desajeitadas.
  4. Fonoterapia: o tratamento com um fonoaudiólogo visa o desenvolvimento de habilidades de comunicação verbal e não verbal, e outros desafios relacionados à fala ou desenvolvimento da linguagem falada.
  5. Médico psiquiatra: autistas podem se beneficiar de medicamentos para para tratar outras condições médicas que podem ser associadas ao TEA como hiperatividade, depressão, ansiedade e irritabilidade.


A intervenção precoce pode ajudar a melhorar as habilidades de uma criança com autismo desde cedo, e ajudar a desenvolver melhor as suas potencialidades, o que pode levar a resultados positivos ao longo do seu desenvolvimento.



É importante lembrar que o tratamento do autismo é um processo contínuo e pode incluir uma combinação desses tratamentos. É importante trabalhar com um profissional de saúde qualificado para encontrar o tratamento mais adequado para cada indivíduo.


Tudo sobre Psicologia, bem-estar e terapia online

Por Matheus Santos 3 de janeiro de 2026
Em algum momento da terapia, muitas pessoas se fazem a pergunta — às vezes em silêncio, às vezes com culpa: “Será que eu posso trocar de psicólogo?” “E se eu estiver desistindo cedo demais?” “Trocar de profissional significa que a terapia falhou?” Essas dúvidas são mais comuns do que parecem. E a resposta curta é: sim, é possível trocar de psicólogo — e, em alguns casos, isso é saudável e necessário. Mas essa decisão merece cuidado, reflexão e honestidade emocional. Neste texto, você vai entender: quando trocar de psicólogo faz sentido quando a vontade de trocar pode esconder outro movimento como conversar sobre isso em terapia como fazer essa transição com respeito e cuidado o que a escutaaqui oferece para facilitar esse processo Trocar de psicólogo é sinal de fracasso? Não. Trocar de psicólogo não significa que você falhou , nem que a terapia “não funciona”. Muitas vezes, significa exatamente o contrário: que você está mais consciente do que precisa. Assim como em qualquer relação profissional, nem todo encaixe acontece — e isso não invalida o trabalho feito até ali. Quando trocar de psicólogo pode fazer sentido Existem situações em que a troca é legítima e saudável. Alguns exemplos: 1. Falta de vínculo terapêutico persistente Se, após um tempo razoável, você sente que: não consegue se abrir não se sente seguro(a) não há espaço para diálogo não se sente compreendido(a) isso merece atenção. 👉 Como saber se você encontrou o psicólogo certo https://www.escutaaqui.com/como-saber-se-voce-encontrou-o-psicologo-certo-para-voce 2. Sensação constante de julgamento ou invalidação A terapia deve ser um espaço de escuta ética. Sentir-se frequentemente julgado(a), desrespeitado(a) ou diminuído(a) não é esperado. 3. Falta de clareza sobre o processo Se você não entende minimamente: o que está sendo trabalhado por que certos temas aparecem qual é o foco do processo e não há abertura para conversar sobre isso, pode ser necessário reavaliar. 4. Desalinhamento com a abordagem Algumas pessoas precisam de processos mais estruturados; outras, mais exploratórios. Se há um desencontro claro entre expectativa e método, ajustes — ou troca — podem fazer sentido. 👉 Abordagens integrativas na psicologia https://www.escutaaqui.com/abordagens-integrativas-na-psicologia 5. Questões éticas Quebra de sigilo, falta de limites claros ou atitudes antiéticas são sinais importantes de alerta. 👉 Código de Ética Profissional do Psicólogo https://www.escutaaqui.com/codigo-etica-psicologo Quando a vontade de trocar pode esconder outra coisa Nem toda vontade de trocar indica que o psicólogo está errado. Às vezes, essa vontade surge quando: temas difíceis começam a aparecer emoções evitadas vêm à tona o processo começa a aprofundar padrões antigos são questionados há medo de mudar Nesses casos, trocar pode ser uma forma de evitar o desconforto , não de resolvê-lo. 👉 Quando a terapia não parece estar funcionando https://www.escutaaqui.com/quando-a-terapia-nao-parece-estar-funcionando-o-que-avaliar-antes-de-desistir Por isso, a reflexão é essencial. Falar sobre a vontade de trocar também é terapia Antes de tomar a decisão, vale conversar. Você pode dizer, por exemplo: “Tenho pensado em trocar de psicólogo” “Sinto que algo não está encaixando” “Não sei se este processo está funcionando para mim” A forma como o psicólogo acolhe essa conversa é, por si só, um dado importante. 👉 O que falar na terapia https://www.escutaaqui.com/o-que-falar-na-terapia-como-aproveitar-melhor-as-sessoes Como fazer a troca de forma respeitosa e cuidadosa Se a decisão for trocar, alguns cuidados ajudam: • Evite sumir sem avisar Sempre que possível, converse sobre o encerramento. • Reconheça o que foi construído Mesmo que o processo não continue, algo foi trabalhado. • Use a experiência como aprendizado Entender o que não funcionou ajuda na próxima escolha. 👉 Como escolher um psicólogo online https://www.escutaaqui.com/como-escolher-um-psicologo-online-guia-completo-para-fazer-a-escolha-certa Trocar de psicólogo interrompe o processo? Não necessariamente. Muitas vezes, a troca: dá novo fôlego ao cuidado permite aprofundar temas melhora o vínculo aumenta a adesão A terapia não começa do zero — você leva consigo tudo o que já foi elaborado. A terapia online facilita esse processo A terapia online torna a troca menos burocrática e mais acessível, permitindo: mais opções de profissionais facilidade de transição continuidade do cuidado menos barreiras logísticas 👉 Diferenças entre terapia online e presencial https://www.escutaaqui.com/diferencas-entre-terapia-online-e-presencial-qual-e-a-melhor-opcao-para-voce Como a escutaaqui apoia você nesse momento A escutaaqui entende que o processo terapêutico é vivo — e que ajustes fazem parte dele. Por isso, oferece: psicólogos com CRP ativo diversidade de abordagens acolhimento desde o primeiro contato possibilidade de trocar de profissional orientação para encontrar o melhor encaixe atendimento online seguro e humano E um diferencial que amplia o cuidado: A cada sessão paga, uma sessão é doada para alguém em situação de vulnerabilidade. Ou seja, cuidar de si também gera impacto social. Trocar pode ser um passo de amadurecimento Trocar de psicólogo não é desistir da terapia. Muitas vezes, é se comprometer ainda mais com o próprio cuidado . Se você sente que precisa de ajuda para avaliar esse momento ou encontrar um profissional que faça mais sentido para você agora, a equipe de acolhimento da escutaaqui está pronta para te orientar: 👉 https://www.escutaaqui.com/ Cuidar de si também é saber quando ajustar o caminho.
Por Matheus Santos 3 de janeiro de 2026
Depois de começar a terapia — ou até mesmo antes — uma dúvida costuma aparecer: “Será que esse psicólogo é o profissional certo para mim?” “Como eu sei se essa relação terapêutica está funcionando?” “E se eu estiver no lugar errado?” Essas perguntas são legítimas, importantes e fazem parte do processo terapêutico. Encontrar o psicólogo certo não é sobre perfeição, afinidade imediata ou ausência de desconforto — é sobre vínculo, segurança e possibilidade de trabalho clínico . Neste texto, você vai entender: o que realmente define um bom encaixe terapêutico sinais de que você encontrou o psicólogo certo sinais de alerta que merecem atenção diferenças entre desconforto saudável e desalinhamento quando conversar, ajustar ou trocar de profissional como a escutaaqui ajuda nesse processo Primeiro: não existe psicólogo perfeito É importante começar desfazendo um mito. O psicólogo certo para você não é aquele que: nunca te confronta sempre concorda com você te faz se sentir bem o tempo todo resolve tudo rapidamente A terapia envolve desconforto, reflexão e mudança — e isso faz parte de um processo saudável. O que realmente importa na escolha do psicólogo Mais do que idade, gênero, abordagem ou estilo, alguns fatores são fundamentais: sensação de segurança emocional possibilidade de falar sem medo de julgamento escuta atenta e respeitosa clareza sobre o processo espaço para diálogo ética e sigilo 👉 Código de Ética Profissional do Psicólogo https://www.escutaaqui.com/codigo-etica-psicologo Sinais de que você encontrou o psicólogo certo Nem todos aparecem logo nas primeiras sessões, mas costumam surgir com o tempo. 1. Você se sente à vontade para falar Mesmo quando o assunto é difícil, vergonhoso ou confuso. 2. Você sente que é escutado(a) Não apenas ouvido, mas compreendido — ainda que o psicólogo questione ou confronte alguns pontos. 3. Existe espaço para discordar Você pode dizer quando algo não faz sentido, quando não concorda ou quando se sente desconfortável. 👉 O que falar na terapia https://www.escutaaqui.com/o-que-falar-na-terapia-como-aproveitar-melhor-as-sessoes 4. O psicólogo não dá respostas prontas Em vez disso, ajuda você a construir as próprias respostas. 5. O processo faz sentido Mesmo que seja difícil, você entende por que certos temas estão sendo trabalhados. 6. Você percebe movimentos internos Mais consciência, reflexões fora da sessão, questionamentos novos — mesmo sem alívio imediato. 👉 Quando a terapia não parece estar funcionando https://www.escutaaqui.com/quando-a-terapia-nao-parece-estar-funcionando-o-que-avaliar-antes-de-desistir Desconforto não significa erro Um ponto crucial: sentir desconforto não é sinal de que o psicólogo está errado . O desconforto saudável acontece quando: padrões antigos são questionados emoções evitadas vêm à tona defesas começam a cair mudanças internas começam a acontecer Isso é diferente de se sentir: invalidado(a) julgado(a) desrespeitado(a) ignorado(a) Aprender a diferenciar essas experiências é fundamental. Sinais de alerta que merecem atenção Algumas situações indicam que algo pode não estar adequado: você se sente constantemente julgado(a) não há espaço para diálogo sobre o processo o psicólogo impõe verdades ou decisões suas falas são frequentemente minimizadas não há clareza mínima sobre o trabalho terapêutico você sente medo de falar sobre o que incomoda Nesses casos, é importante parar e avaliar . Falar sobre isso em sessão é o primeiro passo Antes de trocar de profissional, vale conversar. Você pode dizer coisas como: “Tenho sentido dificuldade de me abrir” “Não sei se estamos trabalhando o que eu preciso” “Sinto que algo não está encaixando” A forma como o psicólogo acolhe essa conversa diz muito sobre a relação terapêutica. 👉 O que não fazer na terapia https://www.escutaaqui.com/o-que-nao-fazer-na-terapia-comportamentos-que-podem-dificultar-o-processo Trocar de psicólogo é fracasso? Não. Trocar de psicólogo pode ser: um ato de autocuidado um sinal de amadurecimento emocional uma escolha consciente Assim como em qualquer relação profissional, nem todo encaixe funciona — e isso não invalida o processo terapêutico. A terapia online influencia esse vínculo? A terapia online não reduz a qualidade do vínculo terapêutico. Em muitos casos, ela facilita . Ela pode: reduzir ansiedade inicial aumentar sensação de segurança favorecer espontaneidade melhorar constância 👉 Diferenças entre terapia online e presencial https://www.escutaaqui.com/diferencas-entre-terapia-online-e-presencial-qual-e-a-melhor-opcao-para-voce Como a escutaaqui ajuda você a encontrar o psicólogo certo A escutaaqui entende que encontrar o psicólogo certo é parte fundamental do cuidado. Por isso, oferece: psicólogos com CRP ativo diversidade de abordagens acolhimento desde o primeiro contato possibilidade de ajustes no processo atendimento online seguro orientação contínua E um diferencial que amplia o sentido do cuidado: A cada sessão paga, uma sessão é doada para alguém em situação de vulnerabilidade. Ou seja, enquanto você cuida de si, ajuda outra pessoa a acessar cuidado psicológico. Encontrar o psicólogo certo é um processo — não um teste Você não precisa decidir tudo na primeira sessão. O vínculo se constrói com o tempo, diálogo e honestidade. Se você sente que precisa de ajuda para encontrar um profissional que faça sentido para você, a equipe de acolhimento da escutaaqui está pronta para te orientar: 👉 https://www.escutaaqui.com/ O psicólogo certo não é aquele que promete respostas fáceis — é aquele que caminha com você enquanto as respostas se constroem.
Por Matheus Santos 3 de janeiro de 2026
Em algum momento do processo terapêutico, muitas pessoas se perguntam: “Será que a terapia está funcionando mesmo?” “Por que não me sinto melhor ainda?” “Será que esse processo é para mim?” Essas dúvidas são mais comuns do que parecem — e, na maioria das vezes, não significam que a terapia não funciona , mas que algo importante está acontecendo no processo. Antes de desistir, vale parar e avaliar alguns pontos fundamentais. Neste texto, você vai entender: por que é comum sentir que a terapia não está funcionando sinais de que o processo está em andamento (mesmo sem alívio imediato) situações em que ajustes são necessários quando trocar de abordagem ou profissional pode fazer sentido como conversar sobre isso em terapia como a escutaaqui pode te apoiar nesse momento Sentir dúvida faz parte do processo terapêutico A terapia não é um caminho linear. Ela envolve avanços, pausas, desconfortos, recaídas e reorganizações internas. Em muitos casos, a sensação de que “não está funcionando” surge quando: emoções difíceis começam a aparecer padrões antigos são questionados defesas emocionais começam a cair mudanças internas ainda não se traduziram em alívio externo Paradoxalmente, esse momento costuma indicar aprofundamento , não fracasso. 👉 Quanto tempo dura a terapia? https://www.escutaaqui.com/quanto-tempo-dura-a-terapia-entenda-o-processo-e-tenha-expectativas-realistas A terapia não é apenas sobre se sentir melhor Um equívoco comum é medir o sucesso da terapia apenas pelo alívio imediato. A terapia também serve para: aumentar consciência emocional identificar padrões repetitivos compreender escolhas desenvolver autonomia aprender a lidar com emoções difíceis mudar a forma de se relacionar consigo e com os outros Esses ganhos nem sempre são percebidos como “bem-estar” no início. Sinais de que a terapia pode estar funcionando (mesmo sem parecer) Alguns sinais sutis de progresso incluem: você pensa mais sobre si fora da sessão começa a perceber padrões antes invisíveis sente emoções que antes evitava questiona comportamentos automáticos reage de forma diferente a situações parecidas consegue nomear melhor o que sente Esses movimentos internos precedem mudanças mais visíveis. Por que às vezes parece que a terapia piorou? É relativamente comum sentir um aumento temporário de desconforto quando: temas sensíveis começam a ser abordados traumas são revisitados com cuidado sentimentos reprimidos vêm à tona você para de evitar certas emoções Isso não significa que a terapia está te fazendo mal — significa que ela está tocando no que precisa ser cuidado , com segurança. 👉 O que não fazer na terapia https://www.escutaaqui.com/o-que-nao-fazer-na-terapia-comportamentos-que-podem-dificultar-o-processo Quando é importante conversar sobre isso em sessão Se a sensação de estagnação ou frustração persiste, o primeiro passo não é desistir — é conversar . Vale trazer para a sessão pensamentos como: “Tenho sentido que não estou avançando” “Não sei se estamos trabalhando o que eu preciso” “Estou com dúvidas sobre o processo” “Tenho vontade de desistir” Falar sobre a própria terapia é parte da terapia . 👉 O que falar na terapia https://www.escutaaqui.com/o-que-falar-na-terapia-como-aproveitar-melhor-as-sessoes A abordagem terapêutica pode influenciar essa sensação Nem toda abordagem funciona da mesma forma para todas as pessoas. Algumas são mais: estruturadas focadas em objetivos orientadas para habilidades Outras são mais: exploratórias profundas focadas em padrões emocionais Se houver desalinhamento entre sua expectativa e a abordagem utilizada, ajustes podem ser feitos — ou uma mudança pode ser considerada. 👉 Abordagens integrativas na psicologia https://www.escutaaqui.com/abordagens-integrativas-na-psicologia E quando o vínculo com o psicólogo não se constrói? O vínculo terapêutico é um dos fatores mais importantes da eficácia da terapia. Se você sente: dificuldade de confiança sensação de não ser compreendido(a) falta de segurança para se abrir desconforto persistente sem elaboração isso merece ser olhado com cuidado. Às vezes, conversar sobre isso resolve. Em outros casos, trocar de profissional pode ser saudável — e não é um fracasso. 👉 Como escolher um psicólogo online https://www.escutaaqui.com/como-escolher-um-psicologo-online-guia-completo-para-fazer-a-escolha-certa Quando realmente pode ser hora de repensar o processo? Alguns sinais indicam a necessidade de reavaliação: ausência total de objetivos claros após muito tempo falta de espaço para diálogo sobre o processo sensação constante de invalidação estagnação prolongada sem reflexão ausência de contrato terapêutico mínimo Nesses casos, é legítimo repensar o caminho. A terapia online muda essa experiência? A terapia online não reduz a profundidade do processo, mas pode: facilitar constância reduzir faltas diminuir barreiras logísticas aumentar conforto emocional 👉 Diferenças entre terapia online e presencial https://www.escutaaqui.com/diferencas-entre-terapia-online-e-presencial-qual-e-a-melhor-opcao-para-voce Para muitas pessoas, isso melhora a adesão e os resultados. Como a escutaaqui apoia você nesses momentos de dúvida A escutaaqui entende que a terapia é um processo vivo — e que dúvidas fazem parte dele. Por isso, oferece: acolhimento desde o início psicólogos qualificados e éticos possibilidade de ajustes no processo orientação clara atendimento online acessível cuidado humano E um diferencial que amplia o sentido do cuidado: A cada sessão paga, uma sessão é doada para alguém em situação de vulnerabilidade. Cuidar de si também gera impacto social. Antes de desistir, vale escutar o que essa dúvida quer dizer A vontade de desistir nem sempre significa que a terapia não funciona. Muitas vezes, ela aponta para algo que precisa ser dito, ajustado ou compreendido. Se você sente que algo no processo precisa de atenção, a equipe de acolhimento da escutaaqui está pronta para te ouvir e orientar: 👉 https://www.escutaaqui.com/ Às vezes, insistir um pouco mais — com consciência — é exatamente o que permite a mudança acontecer.
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